Mulherzinha, Terra ou Como não somos boas para escrever.

Eight days a week.

terça-feira, novembro 11, 2008

Terra do Sol

Semana passada tomei chá da tarde com os deuses. O tempo estava do meu lado. O deus do tempo. Levantava cedo, trabalhava todo o dia, e todos os deuses me favoreciam. Nao havia ninguém para amar. Era a tranquilidade como o ar de um quarto sem janelas.
Até que me apaixonei. Ah!, o potencial! A diferenca entre um potencial e outro, me deixava como que em queda livre... Só o que havia eram os acalentos, afagos e elogios para meu bem.
Mas nao é que os deuses tenham inveja. Nao acho que seja esse o caminho. É que o sentido da vida deles é manter o equilibrio. Nao se deve gostar tanto, amar tanto, seja dando ou recebendo tanta ternura. Primeiro meu benzinho pegou todo o meu dinheiro para gastar com outras pessoas. Me tirou o dinheiro da conducao, me fez perder o emprego. Depois me virou as costas. O amor que eu dava nao absorvia e nao retornava.
E no meu benzinho esperava, sempre a pedra que lá de cima rola e de novo e de novo tenho que leva-la até lá. Eu sempre voltava para meu bem.
Até quando, meu deus?
Nao havia resposta, os deuses já nao estavam do meu lado. E é isso que há quando o amor acaba.